Santa Missa com admissão dos novos Coroinhas da Igreja Matriz

Na noite do dia 1º de Maio, VI Domingo da Páscoa, foram solenemente admitidos, durante a Santa Missa, após vários encontros de preparação e formação, doze crianças para prestarem o seu serviço na Divina Liturgia, como Coroinhas de nossa Igreja Paroquial.
Após o breve silêncio de oração pessoal depois homilia de nosso sacerdote, Padre Kelvin Konz, foi realizado o Rito de Admissão. Inicialmente, os candidatos foram chamados por seus nomes pela coordenadora do Grupo de Coroinhas, a srª Marli. Logo, padre Kelvin questionou a ela se eles estavam aptos para este serviço, respondendo ela que sim e que eles demonstraram, neste período de preparação, consciência e maturidade, dedicação e zelo pela Eucaristia e demais serviços da comunidade; o sacerdote indagou os candidatos sobre a consciência daquilo que eles estavam a fazer. E eles nobremente deram o seu SIM. O sacerdote em nome de Deus e do povo a ele confiado aceitou o desejo sincero das crianças de servir. Em seguida foi dada a bênção sobre as vestes que as crianças traziam consigo no braço. E com o canto “Eis-me aqui”, de Mons. Marco Frisina, foram auxiliados por seus pais ou padrinhos, em sua paramentação. E em sequência, receberam do sacerdote o crucifixo e depois, da comunidade, uma calorosa salva de palmas.
Oremos irmãos e irmãs, por estas crianças que desejam servir fielmente o altar de Nosso Senhor, dignificando a oração do povo, para que elas permaneçam constantemente na presença Dele e possam ser confortadas pelas virtudes dos sacramentos, caminhando sem tropeço rumo ao banquete celeste, à festa que jamais se acaba.

 

Foto: Marina Horn Espíndola e Geovana Hoffmann
Texto: Diogo César da Rocha

Santa Missa com a Administração do Sacramento da Confirmação

Na noite do dia 23 de Abril, o senhor Arcebispo Metropolitano, Dom Wilson Tadeu Jönck, SCJ, conferiu, dentro da Santa Missa, a Sacramento da Confirmação a sete adultos de nossa Comunidade Paroquial.

Mas para que serve o Sacramento da Confirmação?

O sacramento da Confirmação (ou crisma), em comparação com os demais, parece carecer de uma especificidade, de uma finalidade. Basta observar os outros seis Sacramentos para perceber essa aparente falta de sentido.

Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, III Parte, na Questão nº 72, artigo 5, diz o seguinte: “Como o batismo é uma geração espiritual para a vida cristã, assim a confirmação é um crescimento espiritual que faz o homem avançar até a idade perfeita espiritual”. Trata-se, portanto, de um crescimento e é por isso que na lista dos sete sacramentos, a crisma está em segundo lugar, não em ordem de importância, mas segundo a natureza.

Existe diferença entre uma pessoa que foi apenas batizada e outra que já recebeu a crisma. Santo Tomás diz que “o sacramento dá confirmação dá ao homem um poder espiritual para determinadas outras ações sagradas, além daquelas para as quais o batismo o qualifica.” Deste modo, ao ser batizado, o homem recebe um poder e, ao ser crismado, recebe um poder ainda maior. ”Pois no batismo o homem recebe o poder de realizar o que concerne à salvação pessoal, enquanto vive para si mesmo: mas na confirmação recebe o poder de realizar o que concerne ao combate espiritual contra os inimigos da fé.” O poder do sacramento da confirmação confere ao homem uma missão pública, voltada para o outro, para a Igreja.

Finalizando a resposta, Santo Tomás diz: “Como se patenteia pelo exemplo dos apóstolos que, antes de receberem a plenitude do Espírito Santo, estavam no cenáculo “assíduos na oração”; depois, porém, saíram e não temiam confessar a fé publicamente, mesmo diante dos inimigos da fé cristã. Assim, é patente que o sacramento da confirmação imprime caráter.” A Confirmação faz com que a pessoa se torne um cristão público, com coragem para enfrentar os principais inimigos da fé: a carne, o mundo e o diabo.

A Crisma dá ao soldado de Cristo mais recursos para enfrentar o inimigo. Santo Tomás afirma que ”o combate espiritual contra os inimigos invisíveis cabe a todos. Mas a luta contra os inimigos visíveis, isto é, contra os perseguidores da fé, pela confissão do nome de Cristo, é própria dos confirmados que já chegaram espiritualmente à idade viril.”

O Catecismo da Igreja Católica cita este mesmo ensinamento de Santo Tomás para falar da Confirmação. Ele diz no número 1305:

“deve-se dizer que todos os sacramentos são declarações de fé. Mas o batizado recebe o poder espiritual de confessar a fé em Cristo pela recepção dos demais sacramentos; o confirmado, porém, recebe, como por dever de ofício, o poder de professá-la com palavras, publicamente.”

Quem recebe o sacramento da Confirmação deve, portanto, professar a fé publicamente. Eis aqui a diferença entre um batizado e um confirmado. A crisma é um verdadeiro Pentecostes para o fiel cristão, pois ela o introduz na vida pública. O Espírito Santo é justamente o auxílio que vem do alto, dando a força necessária para que a pessoa se torne um soldado da estirpe de Cristo.

Foto: Marina Horn Espíndola
Texto: Diogo César da Rocha

Primeira Comunhão

Na Santa Missa do dia 16 de Abril, algumas crianças da Comunidade da Igreja Matriz de nossa Paróquia, após um longo percurso de aprofundamento da fé, receberam pela primeira vez o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, escondido sob o véu do sacramento, na humildade e na fragilidade das espécies do pão e do vinho.

Com efeito, a Eucaristia é o ponto central da fé católica, cume e ápice da vida da Igreja. Neste sentido, a presença de Jesus na Eucaristia é sinal da existência da Igreja Católica, sem ela não há meio de a Igreja existir enquanto tal. Por isso é também de suma importância que todo católico entenda  e defenda essa verdade de fé.
Oremos, irmãos e irmãs, para que as crianças que receberam pela primeira vez Cristo Eucarístico, saibam expandir seus horizontes afim de crescerem sempre mais no amor a Jesus e sua Igreja.

Foto: Marina Horn Espíndola
Texto: Diogo César da Rocha

Peregrinação Paroquial – Domingo da Divina Misericórdia

IN AETERNUM MISERICORDIA EIUS!

Na madrugada do dia 3 de Abril, no Domingo da Misericórdia, a pedido do Santo Padre o Papa Francisco (Misericordiae Vultus), realizamos enquanto comunidade paroquial, uma peregrinação a uma das Portas Santas espalhadas pelo mundo: a do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no Estreito – Florianópolis. A caminha foi marcada por momentos fortes de oração e de unidade paroquial; mas, mais ainda, pela eterna misericórdia de Deus. Depois deste frutuoso percurso, celebramos as misericórdias do Senhor com a Solene Celebração Eucarística presidida pelo nosso Administrador paroquial, Padre Kelvin Konz.

Neste Domingo da Divina Misericórdia fomos chamados a renovar a nossa fé, como o apóstolo São Tomé. Esta fé, no entanto, não é uma fé genérica. Devemos crer na misericórdia que se manifesta no Mistério Pascal: paixão, morte e ressurreição. Jesus recorda a Santa Faustina que os demônios sabem de outros atributos de Deus, mas a misericórdia é uma característica na qual eles não conseguem crer.

Esta incredulidade é uma verdadeira ferida no coração de Jesus. Por isto Nosso Senhor pede a Santa Faustina a instituição da festa da Divina Misericórdia. Nela os pecadores devem se aproximar com confiança do coração misericordioso que nos lava de nossos pecados (raio de luz branca – água) e nos imerge no amor de Deus (raio de luz vermelha – sangue).

“Oh! Como Me fere a incredulidade da alma! Essa alma confessa que sou Santo e Justo e não crê que sou Misericórdia, não acredita em Minha bondade. Alegra-se o Meu Coração com esse título da Misericórdia. Diz que a Misericórdia é o maior atributo de Deus. Todas as obras das Minhas mãos são coroadas pela misericórdia”. (Santa Faustina Kowalska, Diário. A Misericórdia Divina na minha alma, Editora Mãe da Misericórdia, Curitiba, 201140).

O Bem-aventurado João Paulo II, seguindo as indicações de Jesus a Santa Faustina, não somente instituiu a festa, mas concedeu indulgência plenária aos fiéis neste domingo:
“Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da “Misericórdia Divina”, em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti”). (Decreto da Penitenciaria apostólicas, Anexadas indulgências aos atos de culto, realizados em honra da Misericórdia Divina, 29 de junho de 2002)

“A misericórdia é a compaixão que o nosso coração experimenta pela miséria alheia, que nos leva a socorrê-la, se o pudermos” (Santo Agostinho, De civitate Dei, IX, 5).

“Ser misericordioso é próprio de Deus e é pela misericórdia que ele principalmente manifesta a sua onipotência. Em relação ao que possui, a misericórdia não é a maior das virtudes, salvo se ele for o maior, não havendo ninguém acima dele, e todos lhe sendo submissos. Pois quem tem superior, é maior e melhor unir-se a ele do que suprir as deficiências do inferior. Eis porque, para o homem, que tem Deus como superior, a caridade que o une a Deus, é maior que a misericórdia” (Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-II, 30, 4).

Foto: Maria Eduarda Souza e Maria Júlia Ferreira
Texto: Diogo César da Rocha

Via-Lucis

Resurrexit, sicut dixit, Alleluia!

No último dia 2 de Abril, na liturgia do Domingo da Misericórdia, os fiéis se reuniram na Igreja Matriz antes da Santa Missa para meditar o Mistério da Ressurreição de Nosso Senhor, percorrendo um caminho de quatorze estações, chamada de Via-Lucis. Este caminho é o paradoxo do caminho da Via-Crucis. Entretanto, a Via-Crucis é “conditio sine qua non” para o Caminho da Ressurreição (cf. Lc 21, 26).

Com efeito, os acontecimentos da Via-Crucis concluem-se no sepulcro, e deixam, talvez, em nosso interior, uma imagem de fracasso. Mas esse não é o final. Jesus com Sua Ressurreição triunfa sobre o pecado e sobre a morte. E, ressuscitado, dedicará nada mais que quarenta dias em devolver a fé e a esperança ao seus. Depois lhes deixará dez dias de reflexão – como jornadas de retiro e oração – em torno à Maria, para que recebam a força do Espírito que lhes capacite para cumprir a missão que Ele lhes confiou. Nos encontros de Jesus com os seus, cheios de intimidade e de esperança, o Senhor aparece de improviso, onde e quando menos se espera, os enche de alegria e fé, e desaparece deixando-os de novo esperando. Mas depois de Sua presença vem a confiança firme, a paz que já ninguém poderá arrebatar-lhes. Tudo se ilumina de uma luz nova. A Via-Lucis é o caminho da luz, da alegria e felicidade vividos com Cristo e graças à Cristo ressuscitado. Vamos viver com os discípulos sua alegria transbordante que sabe contagiar à todos. Vamos deixar-nos iluminar com a presença e ação de Cristo ressuscitado que vive para sempre entre nós. Deixemo-nos preencher pelo Espírito Santo que vivifica a alma.

Foto: Geovana Hoffmann
Texto: Diogo César da Rocha

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