Peregrinação Paroquial – Domingo da Divina Misericórdia

IN AETERNUM MISERICORDIA EIUS!

Na madrugada do dia 3 de Abril, no Domingo da Misericórdia, a pedido do Santo Padre o Papa Francisco (Misericordiae Vultus), realizamos enquanto comunidade paroquial, uma peregrinação a uma das Portas Santas espalhadas pelo mundo: a do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no Estreito – Florianópolis. A caminha foi marcada por momentos fortes de oração e de unidade paroquial; mas, mais ainda, pela eterna misericórdia de Deus. Depois deste frutuoso percurso, celebramos as misericórdias do Senhor com a Solene Celebração Eucarística presidida pelo nosso Administrador paroquial, Padre Kelvin Konz.

Neste Domingo da Divina Misericórdia fomos chamados a renovar a nossa fé, como o apóstolo São Tomé. Esta fé, no entanto, não é uma fé genérica. Devemos crer na misericórdia que se manifesta no Mistério Pascal: paixão, morte e ressurreição. Jesus recorda a Santa Faustina que os demônios sabem de outros atributos de Deus, mas a misericórdia é uma característica na qual eles não conseguem crer.

Esta incredulidade é uma verdadeira ferida no coração de Jesus. Por isto Nosso Senhor pede a Santa Faustina a instituição da festa da Divina Misericórdia. Nela os pecadores devem se aproximar com confiança do coração misericordioso que nos lava de nossos pecados (raio de luz branca – água) e nos imerge no amor de Deus (raio de luz vermelha – sangue).

“Oh! Como Me fere a incredulidade da alma! Essa alma confessa que sou Santo e Justo e não crê que sou Misericórdia, não acredita em Minha bondade. Alegra-se o Meu Coração com esse título da Misericórdia. Diz que a Misericórdia é o maior atributo de Deus. Todas as obras das Minhas mãos são coroadas pela misericórdia”. (Santa Faustina Kowalska, Diário. A Misericórdia Divina na minha alma, Editora Mãe da Misericórdia, Curitiba, 201140).

O Bem-aventurado João Paulo II, seguindo as indicações de Jesus a Santa Faustina, não somente instituiu a festa, mas concedeu indulgência plenária aos fiéis neste domingo:
“Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da “Misericórdia Divina”, em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti”). (Decreto da Penitenciaria apostólicas, Anexadas indulgências aos atos de culto, realizados em honra da Misericórdia Divina, 29 de junho de 2002)

“A misericórdia é a compaixão que o nosso coração experimenta pela miséria alheia, que nos leva a socorrê-la, se o pudermos” (Santo Agostinho, De civitate Dei, IX, 5).

“Ser misericordioso é próprio de Deus e é pela misericórdia que ele principalmente manifesta a sua onipotência. Em relação ao que possui, a misericórdia não é a maior das virtudes, salvo se ele for o maior, não havendo ninguém acima dele, e todos lhe sendo submissos. Pois quem tem superior, é maior e melhor unir-se a ele do que suprir as deficiências do inferior. Eis porque, para o homem, que tem Deus como superior, a caridade que o une a Deus, é maior que a misericórdia” (Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-II, 30, 4).

Foto: Maria Eduarda Souza e Maria Júlia Ferreira
Texto: Diogo César da Rocha

Via-Lucis

Resurrexit, sicut dixit, Alleluia!

No último dia 2 de Abril, na liturgia do Domingo da Misericórdia, os fiéis se reuniram na Igreja Matriz antes da Santa Missa para meditar o Mistério da Ressurreição de Nosso Senhor, percorrendo um caminho de quatorze estações, chamada de Via-Lucis. Este caminho é o paradoxo do caminho da Via-Crucis. Entretanto, a Via-Crucis é “conditio sine qua non” para o Caminho da Ressurreição (cf. Lc 21, 26).

Com efeito, os acontecimentos da Via-Crucis concluem-se no sepulcro, e deixam, talvez, em nosso interior, uma imagem de fracasso. Mas esse não é o final. Jesus com Sua Ressurreição triunfa sobre o pecado e sobre a morte. E, ressuscitado, dedicará nada mais que quarenta dias em devolver a fé e a esperança ao seus. Depois lhes deixará dez dias de reflexão – como jornadas de retiro e oração – em torno à Maria, para que recebam a força do Espírito que lhes capacite para cumprir a missão que Ele lhes confiou. Nos encontros de Jesus com os seus, cheios de intimidade e de esperança, o Senhor aparece de improviso, onde e quando menos se espera, os enche de alegria e fé, e desaparece deixando-os de novo esperando. Mas depois de Sua presença vem a confiança firme, a paz que já ninguém poderá arrebatar-lhes. Tudo se ilumina de uma luz nova. A Via-Lucis é o caminho da luz, da alegria e felicidade vividos com Cristo e graças à Cristo ressuscitado. Vamos viver com os discípulos sua alegria transbordante que sabe contagiar à todos. Vamos deixar-nos iluminar com a presença e ação de Cristo ressuscitado que vive para sempre entre nós. Deixemo-nos preencher pelo Espírito Santo que vivifica a alma.

Foto: Geovana Hoffmann
Texto: Diogo César da Rocha

Celebração dos Ritos de preparação imediata dos Catecumenos

Na Vigília da Páscoa celebramos os sacramentos da iniciação cristã – Batismo, Crisma e Eucaristia – dos adultos que se converteram à fé católica e se prepararam para serem cristãos. Pela manhã do dia 26 de Março, Sábado Santo, celebramos os ritos de preparação imediata dos eleitos aos sacramentos: com a recitação do Símbolo de Fé, Imposição do Nome Cristão, rito do “Éfeta” e a Unção com o óleo dos catecúmenos.

Foto: Marina Horn Espíndola

Ofício de Trevas, com Ofício da Descida de Cristo à Mansão dos Mortos – Sábado Santo

Dia 26 de Março, Sábado Santo, a paróquia se reuniu para rezar o Ofício de Trevas, com Ofício da Descida de Cristo à Mansão dos Mortos. Logo após os coroinhas se reuniram com nosso pároco, Padre Kelvin, para tomar um café e compartilhar momentos sobre a Semana Santa.

Fotos: Marina Horn Espíndola

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