Santa Missa da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo

Unidos com toda a Santa Igreja, celebramos no último domingo, dia 22 de novembro, na Igreja Paroquial, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, que encerra o Tempo Litúrgico exaltando a Realeza e o Reinado de Deus sobre o Tempo e a História e, sobre todos os povos e nações.

Esta Festividade que encerra o Tempo Litúrgico é relativamente recente. Foi Pio XI, na primeira encíclica de seu pontificado, quem a estabeleceu, em 1925. O Santo Padre almejava recordar o senhorio de Jesus sobre todos os reinados, governos e instituições. Via isso como tarefa urgente, dada a crescente rejeição dos ensinamentos da Igreja por parte dos homens, retirando Jesus Cristo e sua lei sacrossanta tanto da vida particular quanto da vida pública. ”Baldado era esperar paz duradoura entre os povos – ditava o Papa -, enquanto os indivíduos e as nações se recusassem a reconhecer e proclamar a Soberania de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Encíclica Quas Primas). Já naquela época, o Romano Pontífice enxergava com preocupação o avanço do pensamento laicista, que, reivindicando uma pretensa neutralidade do Estado em assuntos religiosos, joga para escanteio os ensinamentos do Sagrado Magistério, sobretudo no que diz respeito à moral e à dignidade da pessoa humana. Essa realidade, infelizmente, é ainda hoje observável em uma centena de ações contrárias à fé cristã, quer no âmbito público, quer no âmbito privado. O princípio laicista se resume na ideia de que a religião seria um assunto da esfera privada, não sendo, portanto, possível respaldá-la nos debates públicos. Com efeito, as discussões concernentes a temas como aborto, casamento gay, eutanásia e etc, não deveriam levar em conta a moral cristã; a razão seria o suficiente para o discernimento dessas questões. Ocorre que, no decorrer da história, comprovou-se cabalmente que a neutralidade do Estado em assuntos religiosos é não somente absurda como também impraticável. Quando governos renegam a lei natural de Deus, assumindo o princípio da maioria como juízo universal dos costumes, o Estado acaba por se constituir em uma nova divindade. Isso aconteceu todas as vezes em que as autoridades quiseram banir a religião do coração dos povos. Não por acaso essa confusão entre o que é de César e o que é de Deus foi causa de perseguições aos cristãos desde o princípio, quando estes se recusavam a prestar culto à pessoa do imperador. O cristianismo nunca aceitou servir de plataforma para estratégias políticas. E por isso mesmo viu-se constrangido por dezenas de autoridades, ao longo desses dois mil anos de história, que desejavam instrumentalizá-lo em seus programas de governo. O Papa Pio XII, a fim de dirimir a inquietação suscitada pela Solenidade de Cristo Rei do Universo, esclareceu, em 1958, que a ”legítima e sadia laicidade do Estado” é “um dos princípios da doutrina católica” e que, sendo assim, tributar a Cristo os seus direitos de realeza não fere, de forma alguma, essa laicidade, já que o Estado não está isento de suas obrigações para com Deus quando se trata da lei natural. Até porque a mistura entre o sagrado e o profano torna-se realidade justamente quando essas autoridades se afastam da Igreja. A Igreja procurou aprofundar esse ensinamento de Pio XII sobre a “legítima e sadia laicidade do Estado” durante a confecção da Constituição Pastoral Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II. Nela, os Padres Conciliares afirmam que “se por autonomia das realidades terrenas se entende que as coisas criadas e as próprias sociedades têm leis e valores próprios, que o homem irá gradualmente descobrindo, utilizando e organizando, é perfeitamente legítimo exigir tal autonomia” (Constituição pastoral Gaudium et spes, n. 36 que fala da justa autonomia da realidade terrestre). Porém, adverte o Concílio, ”se com as palavras «autonomia das realidades temporais» se entende que as criaturas não dependem de Deus e que o homem pode usar delas sem as ordenar ao Criador, ninguém que acredite em Deus deixa de ver a falsidade de tais assertos”. Refletindo sobre essas palavras do Concílio juntamente com um grupo de juristas italianos, Bento XVI ressaltou que ”compete a todos os fiéis, de forma especial aos crentes em Cristo, contribuir para elaborar um conceito de laicidade que, por um lado, reconheça a Deus e à sua lei moral, a Cristo e à sua Igreja o lugar que lhes cabe na vida humana individual e social e, por outro, afirme e respeite a legítima autonomia das realidades terrestres” tal qual define o Magistério Conciliar. Reconhecer Cristo como Rei do Universo, por conseguinte, é também a única maneira de assegurar a autonomia da esfera pública, aplicando a máxima do “dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E no que consiste esse reinado de Cristo sobre os povos? É o que vem nos recordar o Evangelho deste domingo. Ao contrário dos governos que assumem o lugar de Deus, banindo a religião da sociedade e constituindo-se em verdadeiros ditadores, a realeza de Cristo se apresenta sob a forma de serviço. Ele reina do alto da Cruz. Não subjuga a humanidade debaixo de sua coroa, mas a torna livre pelo sacrifício no madeiro. O Reinado Social de Cristo consiste, dessa maneira, na atitude do crucificado: dar-se inteiramente; amar até as últimas consequências. Que nesta Solenidade possamos olhar para Cristo e, a exemplo do bom ladrão, reconhecê-lo em sua realeza e dizer: ”Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”. (Cf. Lc 23, 42)

Padre Paulo Ricardo

Foto: Marina Horn Espíndola e Izadora Amaral
Texto: Diogo César da Rocha

Missa da Solenidade de Cristo Rei e Profissão Solene de Fé

Hoje, dia 22 de Novembro, a Santa Mãe Igreja celebra no fim do ano litúrgico, a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, proclamando-O como senhor do tempo, da história e de todo o gênero humano. Foi celebrado o Santo Sacrifício da Missa na comunidade que O tem como patrono, no Lot. Real Parque. Juntamente com essa Solenidade, Eduardo Meyer, batizado na Igreja Evangélica Luterana, fez sua profissão solene de fé aderindo as verdades e a tradição da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.

Santa Missa Solene com administração do Sacramento da Confirmação

No último sábado, dia 21 de Novembro, foi celebrada a Santa Missa da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Nesta ocasião foi ministrado o Sacramento da Confirmação, para trinta jovens e adultos de nossa comunidade paroquial, sob a presidência do coordenador de pastoral da Arquidiocese de Florianópolis, Padre Revelino Seidler, delegado pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Wilson Jönck, SCJ.

Foto: Marina Horn Espíndola
Texto: Diogo César da Rocha

Santa Missa pelos Fiéis Defuntos

Dia 02 de Novembro, celebramos a Santa Missa pelos fiéis defuntos no cemitério de barreiros, São José. Confira a Catequese do Papa Francisco “Morrer em Cristo – Ressuscitar em Cristo” (27/11/2013) :

 

Entre nós, em geral existe um modo equivocado de considerar a morte. A morte diz respeito a todos e interroga-nos de modo profundo, especialmente quando nos toca de perto, ou quando atinge os pequeninos, os indefesos, de uma maneira que nos parece «escandalosa». Impressionou-me sempre a pergunta: por que as crianças sofrem, por que as crianças morrem? Se for entendida como o fim de tudo, a morte assusta, aterroriza, transforma-se em ameaça que infringe qualquer sonho, qualquer perspectiva, que interrompe qualquer relacionamento e qualquer caminho. Isto acontece quando consideramos a nossa vida como um tempo encerrado entre dois pólos: o nascimento e a morte; quando não cremos num horizonte que vai além da vida presente; quando vivemos como se Deus não existisse. Este conceito de morte é típico do pensamento ateu, que interpreta a existência como um achar-se no mundo por acaso, um caminhar rumo ao nada. Mas existe também um ateísmo prático, que é um viver só para os próprios interesses, para as coisas terrenas. Se nos deixarmos arrebatar por esta visão equivocada da morte, não teremos outra escolha, a não ser aquela de ocultar a morte, de a negar e banalizar, para que não nos amedronte.

Mas a esta solução falsa revoltam-se o «coração» do homem, o desejo que todos nós temos de infinito, a nostalgia que todos nós temos do eterno. E então, qual é o sentido cristão da morte? Se considerarmos os momentos mais dolorosos da nossa vida, quando perdemos uma pessoa querida — os pais, um irmão, uma irmã, um cônjuge, um filho, um amigo — compreenderemos que, até no drama da perda, também dilacerados pela separação, brota do coração a convicção de que não pode ser que tudo acabou, que o bem dado e recebido não foi inútil. Há um instinto poderoso dentro de nós, que nos diz que a nossa vida não acaba com a morte.

Esta sede de vida encontrou a sua resposta real e fiável na Ressurreição de Jesus Cristo. A Ressurreição de Jesus não confere apenas a certeza da vida além da morte, mas ilumina também o próprio mistério da morte de cada um de nós. Se vivermos unidos a Jesus, se formos fiéis a Ele, seremos capazes de enfrentar com esperança e serenidade também a passagem da morte. Com efeito, a Igreja reza: «Embora nos entristeça a certeza de ter que morrer, consola-nos a promessa da imortalidade futura». Trata-se de uma bonita oração da Igreja! Uma pessoa tende a morrer como viveu. Se a minha vida foi um caminho com o Senhor, um caminho de confiança na sua misericórdia incomensurável, estarei preparado para aceitar o momento derradeiro da minha existência terrena como o definitivo abandono confidente nas suas mãos acolhedoras, à espera de contemplar o seu rosto face a face. Esta é a coisa mais bonita que nos pode acontecer: contemplar face a face aquele rosto maravilhoso do Senhor, vê-lo como Ele é, belo, repleto de luz, cheio de amor e de ternura. Nós vamos até àquele ponto: ver o Senhor!

Neste horizonte compreende-se o convite de Jesus a estar sempre pronto e vigilante, consciente de que a vida neste mundo nos é concedida também para preparar a outra vida, com o Pai celestial. E para isto existe um caminho seguro: preparar-se bem para a morte, permanecendo próximo de Jesus. Esta é a segurança: preparo-me para a morte, permanecendo perto de Jesus. E como estou próximo de Jesus? Mediante a oração, os Sacramentos e também na prática da caridade. Recordemos que Ele está presente nos mais frágeis e necessitados. Ele mesmo se identificou com eles, na famosa parábola do juízo final, quando diz: «Tive fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; era peregrino e acolhestes-me; estava nu e vestistes-me; enfermo e visitastes-me; estava na prisão e viestes visitar-me… Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes» (Mt 25, 35-36.40). Portanto, uma vida segura significa recuperar o sentido da caridade cristã e da partilha fraternal, cuidar das chagas corporais e espirituais do nosso próximo. A solidariedade no compadecimento pela dor e na transmissão da esperança constitui a premissa e condição para receber em herança aquele Reino preparado para nós. Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Pensai bem nisto: quem põe em prática a misericórdia não tem receio da morte! Concordais? Digamo-lo juntos, para não o esquecer? Quem pratica a misericórdia não teme a morte! E por que não teme a morte? Porque a encara nas feridas dos irmãos, superando-a com o amor de Jesus Cristo.

Se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos mais pequeninos, então também a nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá no céu, na pátria bem-aventurada, para a qual nos encaminhamos, aspirando a permanecer para sempre com o nosso Pai, Deus, com Jesus, com Nossa Senhor e com os santos.

 

Santa Missa da Solenidade de Todos os Santos

No dia 01 de Novembro, Domingo, celebramos a Solenidade de Todos os Santos. Confira uma breve explicação sobre essa solenidade que antecede Finados:

“Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Fonte: http://santo.cancaonova.com/santo/solenidade-de-todos-os-santos/
F
oto: Marina Espíndola Horn e Izadora do Amaral

30 / 50«...1020...2829303132...4050...»