Celebração Penitencial – Matriz

A confissão nos santifica e nos aproxima de Deus. Aumenta o conhecimento próprio, faz crescer a humildade cristã, combate a indolência espiritual, fortalece a vontade, leva-se a cabo a salutar direção das consciências, aumenta a graça em virtude do sacramento e é o único modo de vencer o hábito do pecado mortal, de evitar a multiplicação dos pecados veniais além de auxiliar e acelerar o progresso nas virtudes e a perseverança no bem.

Todos os cristãos já desde os sete anos de idade, fase em que começa a idade da razão e a partir da qual já se podem já cometer pecados mortais. E, então, a partir dessa idade e para sempre a Igreja recomenda a piedosa prática da confissão frequente.

Se temos que amar a Deus sobre todas as coisas é natural que não permaneçamos muito tempo afastados de Deus que é em resumo o que caracteriza o pecado: o estar afastado de Deus. Se devem os pecados ao menos uma vez por ano. Essa confissão pode ser feita na Quaresma quer por ser esse tempo ocasião de contrição especial, quer porque nessa época se deve cumprir o preceito da Comunhão anual. Mas se cometermos um pecado mortal o devemos confessar o mais prontamente possível.

 

Domingo de Ramos Comunidade Matriz Santa Cruz

O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das Palmas e da paixão, da entrada de Jesus em Jerusalém e a liturgia da palavra que evoca a Paixão do Senhor no Evangelho de São Lucas.

Neste dia, se entrecruzam as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa , festiva litrugia da Igreja mãe da cidade santa, que se converte em mímesis, imitação dos que Jesus fez em Jerusalém, e a austera memória – anamnese – da paixão que marcava a liturgia de Roma. Liturgia de Jerusalém e de Roma, juntas em nossa celebração. Com uma evocação que não pode deixar de ser atualizada.

Vamos com o pensamento a Jesuralém, subimos ao Monte das Oliveiras para recalar na capela de Betfagé, que nos lembra o gesto de Jesus, gesto profético, que entra como Rei pacífico, Messías aclamado primeiro e depois condenado, para cumprir em tudo as profecias.

Por um momento as pessoas reviveram a esperança de ter já consigo, de forma aberta e sem subterfúgios aquele que vinha em nome do Senhor. Ao menos assim o entenderam os mais simples, os discípulos e as pessoas que acompanharam ao Senhor Jesus, como um Rei.

São Lucas não falava de oliveiras nem de palmas, mas de pessoas que iam acarpetando o caminho com suas roupas, como se recebe a um Rei, gente que gritava: “Bendito o que vem como Rei em nome do Senhor. Paz no céu e glória nas alturas”.

Palavras com uma estranha evocação das mesmas que anunciaram o nascimento do Senhor em Belém aos mais humildes. Jerusalém, desde o século IV, no esplendor de sua vida litúrgica celebrada neste momento com uma numerosa procissão. E isto agradou tanto aos peregrinos que o oriente deixou marcada nesta procissão de ramos como umas das mais belas celebrações da Semana Santa.

Com a litúrgia de Roma, ao contrário, entramos na Paixão e antecipamos a proclamação do mistério, com um grande contraste entre o caminho triunfante do Cristo do Domingo de Ramos e o “via crucis” dos dias santos.

Entretanto, são as últimas palavras de Jesus no madeiro a nova semente que deve empurrar o remo evangelizador da Igreja no mundo.

“Pai, em tuas mão eu entrego o meu espírito”. Este é o evangelho, esta a nova notícia, o conteúdo da nova evangelização. Desde um paradoxo este mundo que parece tão autônomo, necessita que lhe seja anunciado o mistério da debilidade de nosso Deus en que se demonstra o cume de seu amor. Como o anunciaram os primeiros cristãos com estas narrações longas e detalhistas da paixão de Jesus.

Era o anúncio do amor de um Deus que desce conosco até o abismo do que não tem sentido, do pecado e da morte, do absurdo grito de Jesus em seu abandono e em sua confiança extrema. Era um anúncio ao mundo pagão tanto mais realista quanto mais com ele se poderia medir a força de sua Ressurreição.

A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo o Senhor.

Provisão e posse nova coordenação de CPC da Comunidade Matriz Santa Cruz

No último domingo, dia 6 de abril, celebramos o Vº Domingo da Quaresma. Na ocasião foi lida a Provisão e realizada a posse na nova coordenação do Conselho de Pastoral da Comunidade da Matriz Santa Cruz. Com o Vº Domingo da Quaresma entramos numa preparação mais intensa para o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. As leituras nos falam ódio e das conjurações que levam os chefes dos judeus a entregar Jesus à morte. A Igreja concentra sua atenção no Senhor que padece, e o acompanha em seu caminho de dores, que, pelas hostilidades dos homens, o conduz ao calvário.
Notemos que as imagens estão veladas. Conforme o Diretório da Liturgia, da CNBB, neste domingo “pode-se conservar o costume de cobrir as cruzes e imagens da igreja. As cruzes permanecerão veladas até o fim da celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa. As imagens, até o início da Vigília Pascal” (Cf. Missal Romanao: sábado da 4ª semana da Quaresma).
O costume de velar as imagens remota do uso vigente já no século IX, de estender um véu diante do presbitério no tempo da quaresma. Esse rito lembrava os fiéis que ao receber as cinzas na fronte tornavam-se penitentes e por isso não mereciam ver as cerimônias do Santo Sacrifício. É simbolicamente um sinal de tristeza, condigna do tempo litúrgico, e exprime o ocultamento da divindade de Cristo, que tolerou assim ser maltratado, humilhado e perseguido pelos homens. Deste modo, a Igreja demonstra sua compaixão pelo Esposo, omitindo as demonstrações de alegria. Faz parte do processo de morte na liturgia: ao início da quaresma não há “Glória”, nem “Aleluia”, nem as flores. Agora as imagens são cobertas pelo roxo penitencial. Ao limiar da Vigília Pascal não haverá mais nem luz! E, a partir da noite santíssima da Páscoa, a liturgia renasce, manifestando toda sua alegria em Cristo ressuscitado: Luz do Mundo, Palavra de Deus, Fonte de Água Viva, Pão Vivo descido do Céu!
Com a mais intensa contemplação das dores do Salvador, possamos ter maior dor de contrição pelos nossos pecados, que custou a Vida do Senhor. Assim, aumente também nosso amor por Jesus que se doou pela nossa salvação

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