Solenidade de Corpus Christi – Matriz

A Festa do Corpus Christi, ou do Corpus Domini, foi introduzida, no Ocidente, no século XIII. Interpreta-se como efeito da crescente importância que a adoração à Eucaristia ia tendo na Igreja, em relação ao que até então tinha sido chave fundamental: a celebração e a comunhão. Esta ênfase na adoração foi a resposta à heresia de Berengário, no século XI, que negava a presença real de Cristo, neste sacramento.
O Corpus celebrou-se, pela primeira vez, em 1246, em Liège, na Bélgica. Pouco tempo depois, o papa Urbano IV (1264) estendeu a festa a toda a Igreja, e, ao longo do século XIV, foi-se convertendo rapidamente numa das festas mais apreciadas pelo povo cristão, que incluía a procissão com o Santíssimo, pelas ruas das cidades.
No Missal de Paulo VI (1970) a festa chama-se do «Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo», assumindo assim também a memória do Sangue de Cristo (suprimiu-se a Festa do Preciosíssimo Sangue, que se celebrava em 1 de Julho).
Celebra-se na quinta-feira depois do Domingo da Santíssima Trindade, em muitos países, no domingo seguinte. As orações menores e a Sequência são as mesmas do Missal de Pio V (1570), mas há dois Prefácios sobre a Eucaristia (um para Quinta-Feira Santa e outro para o Corpus, mas ambos proclamáveis nesta festa) que são uma teologia mais atualizada do mistério eucarístico. Também se enriqueceu notavelmente a série de leituras, diferentes nos três ciclos dominicais.
«Entre as procissões eucarísticas, tem particular importância e significado, na vida pastoral da paróquia ou da cidade, aquela que se costuma fazer cada ano na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo ou noutro dia mais oportuno próximo desta solenidade» (RCCE 102; cf. EM 59, in EDREL 2552). Deixa-se ao critério do bispo diocesano a conveniência e as modalidades desta procissão.

Santa Missa em honra a Santo Antônio – Matriz

Oração pedindo graças a Santo Antônio!

Eu te saúdo, pai e protetor Santo Antônio!
Intercede por mim junto a Nosso Senhor Jesus Cristo
a fim de que ele me conceda a graça que desejo (mencionar a graça).

Eu te peço, amado Santo Antônio,
pela firme confiança que tenho em Deus a quem serviste fielmente.
Eu te peço pelo amor do menino Jesus que carregastes em teu braço.
Eu te peço por todos os favores que Deus te concedeu neste mundo,
pelos inúmeros prodígios que Ele operou
e continua operando diariamente por tua intercessão.

Amém

Solenidade de Pentecostes – Matriz

Nos primeiros séculos, a Ascensão do Senhor celebrava-se dentro da grande Cinquentena Pascal, como uma dimensão da própria Páscoa. Mas, a pouco e pouco, a formulação que Lucas oferece deste mistério (Cristo sobe ao Céu, aos quarenta dias: cf. Act 1,3), fez que a recordação festiva da Ascensão se concretizasse de um modo historicizante, precisamente aos quarenta dias da Ressurreição e, portanto, dez dias antes do Pentecostes, e com esta fixação de calendário já referida no séc. IV, quer nos Sermões de Santo Agostinho quer em S. Leão Magno.
O verbo «subir ao céu» (ad-scendere) é, certamente, devedor da particular cosmovisão dos judeus, com referência ao céu, «acima», e a terra, em «baixo», e, portanto, toda a comunicação, de Deus para nós ou de nós para Deus, exprime-se como «descida» ou «subida». Além disso, o mistério de Cristo Ressuscitado pode-se exprimir muito bem como «ascensão», porque significa para Cristo o triunfo, a glorificação à direita do Pai, constituído Juiz do Universo e Senhor da História, exaltação que encontra a sua expressão mais plástica, nas visões do Cordeiro triunfante do Apocalipse e que o NT exprime repetidamente com os verbos «subir» e «ascender». Isto é o que professamos no Credo: «subiu aos Céus e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso». E isto é o que celebramos na festa litúrgica da Ascensão.
Na missa deste dia, damos graças a Deus porque «o Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, vencedor da morte e do pecado, subiu [hoje] ao mais alto dos céus, ante a admiração dos Anjos, e foi constituído mediador entre Deus e os homens, juiz do mundo e Senhor dos senhores» (Prefácio da Ascensão I).
Mas, além do triunfo do Messias, a Ascensão supõe o início da missão por parte da Igreja, assistida por Cristo glorioso e pelo seu Espírito. É o começo do seu caminho missionário desde Jerusalém até aos confins do mundo. Com a garantia que dá o poder celebrar o triunfo de Cristo, Cabeça desta comunidade peregrinante: «porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança» (Oração Colecta), e porque «subiu aos céus para nos tornar participantes da sua divindade» (Prefácio da Ascensão II).
A transferência da festa da Ascensão, em alguns países, da quinta-feira em que se cumprem os quarenta dias após a Ressurreição, para o Domingo VII da Páscoa, propõe-se como uma ajuda catequética, pois pretende-se sublinhar não a exactidão «histórica», mas a dimensão pascal global do triunfo de Cristo. E o mesmo se deve depreender da norma que estabelece que o Círio Pascal, símbolo de Cristo Ressuscitado, não se apague após o Evangelho da Ascensão, como dantes se fazia, mas que permaneça aceso nas celebrações da comunidade até ao fim da festa do Pentecostes, que é a plenitude dessa Páscoa que dura sete semanas.

Domingo da Festa da Ascensão do Senhor

O 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais é celebrado em 1º de junho, no domingo da Festa da Ascensão do Senhor. A Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB oferece subsídio com a mensagem do papa Francisco cujo tema é “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro” e com roteiros para celebrar o Dia das Comunicações, sugestões para mídias sociais, além de motivações para missas e celebração da Palavra.

Na mensagem deste ano, o papa Francisco fala do uso das novas tecnologias para o diálogo e aproximação entre as pessoas. “Neste mundo, os meios de comunicação podem ajudar a sentir-nos mais próximos uns dos outros; fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para com a vida mais digna para todos”, disse o papa.

E juntamente neste dia iniciamos a Semana de oração pela Unidade dos Cristãos.

No qual o Senhor deixou-nos como testamento: “que sejam um, como eu e o Pai somos um”. Desde então a unidade da Igreja está marcada por divisões. Mas o seu Espírito Santo sempre refaz os laços da unidade. Assim caminha a Igreja: entre luzes e sombras, na unidade garantida pelo Espírito Santo, apesar das divisões provocadas por nós. Sonhar com a unidade, pela oração, pelo diálogo, pelo serviço… já é viver a unidade. “Padre Vitor Feller”

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