Jubileu de Diamante Presbiteral de Dom Vito

DomVito

Os passos deste homem de 1,79 metros de altura representam exatamente como ele é, forte, decidido, exemplo de amor a Deus e à humanidade. Testemunho de alguém que em dezembro completará 86 anos de vida, destes, 60 dedicados ao sacerdócio. Dom Vito Schlickmann, bispo auxiliar emérito de Florianópolis, o 8º e último filho do casal Henrique Schlickmann e Bertha Oenning.

Natural de São Ludgero, Dom Vito nunca conheceu o pai, nem por foto, pois o mesmo veio a falecer dois meses após o nascimento. Teve uma infância tranquila. Duas irmãs se tornaram religiosas da Congregação da Divina Providência, uma delas já falecida. A família era harmoniosa e unida.
O chamado ao sacerdócio o acompanhou desde a infância. A mãe rezava muito para ter filha religiosa e filho padre. Todos frequentavam a Igreja de São Ludgero desde pequenos.
Aos 12 anos de idade, este homem de memória fora do comum, que lembra de todos os detalhes, entrou para o Seminário em Azambuja. “Não tinha outra coisa em mente, queria ser padre. Minha mãe incutiu a devoção a São José e ao Sagrado Coração de Jesus. Sou padre pelo fruto da oração da minha mãe”, relembra.
No total, foram 14 anos como estudante no seminário, sete em Azambuja e o restante em São Leopoldo. Depois de ordenado, Dom Vito continuou a caminhada nos seminários.

Atuou quatro anos como professor no seminário de Azambuja, 11 como reitor no então seminário de Antônio Carlos e depois novamente volta para Brusque onde permanece mais 14 anos na reitoria.
O bispo emérito passou dois anos na Paróquia Santa Teresinha, em Brusque, antes de fazer o curso de Direito Canônico no Rio de Janeiro. Quando retornou à Santa Catarina, este homem de voz serena criou a Paróquia Santa Cruz onde foi pároco. “O povo me acolheu bem, sentia-me muito feliz”, disse.
Em seguida, nomeado vigário geral por Dom Eusébio, Dom Vito foi ser professor no Itesc (Instituto Teológico de Santa Catarina) e em 1992 se tornou presidente do Tribunal Eclesiástico onde permaneceu por 11 anos. Em 1995 foi nomeado bispo por Dom Eusébio e aos 75 anos o Santo Padre o aposentou.
Após a aposentadoria, o bispo auxiliar emérito conta que o vazio aos poucos foi sendo preenchido pelas celebrações da Crisma e festas nas paróquias. E, é claro, a paixão pelas orquídeas e bromélias que tem desde a infância. Ele já chegou a ter uma das maiores coleções de bromélias do Brasil. Hoje está retomando o cultivo destas flores na APAZ (Associação Pe. Augusto Zucco), no bairro Barreiros, em São José, onde mora há 26 anos.
Dom Vito disse que teve muitas alegrias na vida e se considera uma pessoa otimista por natureza. “Eu gosto de ver as coisas boas. Há pessoas que só veem os erros, as falhas, eu não. Também sempre gostei dos padres, eles foram meus amigos”.

Nestes 60 anos dedicados ao sacerdócio, o disciplinado Schlickmann explica que este tempo significa o coroamento de todo um trabalho realizado para o Reino de Deus. “Foi por graça de Deus e a colaboração de tantas pessoas boas que me ajudaram a ser melhor, a ser mais bispo, mais padre, no serviço da Igreja que me fizeram chegar a este ponto, com saúde”, finaliza Dom Vito.

Confira as fotos: http://pscruz.org.br/?p=3679

Fonte:
Arquidiocese de Florianópolis

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